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Grupo Ita News - Bruno usou intervalo da Copa para matar Eliza, diz delegado

 Bruno usou intervalo da Copa para matar Eliza, diz delegado


Publicado por Grupo Ita News em 30/07/2010 ~ 17h41min

O delegado Edson Moreira afirmou, nesta sexta-feira (30), que a morte de Eliza Samudio foi premeditada pelo goleiro Bruno de Souza. Segundo Moreira, ele usou o intervalo do Campeonato Brasileiro para a Copa da África do Sul para colocar em prática o plano de matar a jovem.

Eliza desapareceu no início de junho. Ela teve um relacionamento com Bruno e tentava provar, na Justiça, que ele era pai de seu filho. Para a polícia, ela é considerada morta. O inquérito sobre o caso foi concluído nesta sexta-feira. "Foi um trabalho de aproximadamente 40 dias, cinco delegados, 20 agentes, dez peritos", diz.

IMoreira inicia explicação sobre a investigação comandada por ele com a cronologia da gravidez de Eliza e a investigação do sequestro feita pela polícia do Rio de Janeiro. O delegado afirma que a execução do plano teve início em 4 de junho, dia anterior ao último jogo do Flamengo na competição nacional.

"Bruno a leva para o Rio de Janeiro no mês de maio. Isso já é planejamento de execução", diz Moreira. "Já estava tudo previamente planejado a partir de maio. Sabiam que teria o intervalo da Copa, começa a execução do crime."

Em 4 de junho, de acordo com Moreira, Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão) e o adolescente foram ao hotel em que Eliza estava hospedada. Macarrão teria dito que a levaria para encontrar Bruno. No trajeto, o menor sai do porta-malas e atinge Eliza com três coronhadas na cabeça. No embate, ambos ficam feridos.

Segundo a polícia, eles vão até a casa de Bruno no Rio de Janeiro. No local, Eliza é separada do filho, que fica sob os cuidados de Fernanda Gomes Castro, suposta amante do jogador. "Durante todo o tempo, o menor se comunica com Bruno, dizendo que o plano já estava em execução", afirma Moreira.

Segundo o delegado, Eliza foi mantida em um quarto da casa até Bruno voltar da concentração do Flamengo, após o jogo contra o Goiás. Bruno, Fernanda, Eliza, o bebê, Macarrão e o menor partem então para o sítio em Minas Gerais em dois carros.

Segundo o delegado, no dia 10 de junho, Macarrão, o menor e Sérgio Rosa Sales (primo de Bruno)  levam Eliza a criança e uma mala até a  região da Pampulha, em Belo Horizonte, onde encontraram o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Paulista.

A jovem teria sido levada até a casa de Bola, onde foi executada por asfixia. Ele pede para as pessoas saírem do recinto e, depois, volta com um saco onde estaria o corpo de Eliza, vai ao canil e, segundo o menor, atira uma das mãos aos cachorros.

"Todo ano, o Time 100% era levado para o Rio de Janeiro", diz Moreira. O delegado explica que essa viagem foi usada como pretexto para Bruno viajar de Minas para o Rio. Fernanda esteve com o goleiro no Rio e seguiu com ele para Minas. Essa é a comprovação da participação de Fernanda no crime.

Segundo Moreira, os outros suspeitos querem fazer um escudo para Bruno.

Depoimento do menor
Os registros do GPS do carro de Bruno, que mostram o trajeto percorrido com Eliza já em Minas Gerais, seriam a primeira prova da materialidade indireta do crime, que está prevista no Código de Processo Penal.

Amostras de sangue do menor e de Eliza no interior do veículo, que mostram que houve luta entre os dois dentro do carro, seriam a segunda prova. O depoimento e a descrição feita pelo menor da morte de Eliza por asfixia seriam outras provas da materialidade indireta, de acordo com a análise do delegado.

"Claro que tendo uma pessoa experiente, que conhece e sabe como matar e sumir com um corpo, vai ser difícil achar esse corpo. Por isso optamos pela materialidade indireta. O menor mudou a versão várias vezes, mas é o único que estava do início ao fim do caso.  A polícia calçou cientificamente o depoimento do menor. Não tem jeito de quebrar [o depoimento do menor]. É científico e coerente", afirma Moreira.



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